Levantamento da Paraná Pesquisas mostra Luciano Zucco à frente no cenário estimulado, enquanto disputa por vagas ao Senado também ganha contornos mais definidos.
A corrida pela sucessão de Eduardo Leite no governo do Rio Grande do Sul começa a ganhar contornos mais claros a três meses das eleições de outubro. Uma nova pesquisa da Paraná Pesquisas, divulgada nesta semana, mostra o deputado federal Luciano Zucco, do PL, na liderança do cenário estimulado, com 34,2% das intenções de voto. A pedetista Juliana Brizola aparece numericamente atrás, mas tecnicamente empatada dentro da margem de erro de 2,6 pontos percentuais. O levantamento foi contratado pelo próprio Partido Liberal, sigla de Zucco, um dado relevante para quem acompanha a disputa e quer contextualizar os números divulgados nos próximos dias.
Como está o tabuleiro eleitoral no estado
Eduardo Leite, do PSD, governa o Rio Grande do Sul desde 2019 e foi reeleito em 2022 com mais da metade dos votos válidos. Por já ter cumprido dois mandatos, ele está impedido de concorrer a um terceiro período consecutivo, abrindo uma disputa mais aberta para o comando do Palácio Piratini a partir de 2027. Entre os pré-candidatos já confirmados estão o atual vice-governador Gabriel Souza, do MDB, a deputada federal Juliana Brizola, do PDT, o próprio Luciano Zucco, do PL, e o empresário Marcelo Maranata, do PSDB, atual prefeito de Guaíba. A eleição está marcada para 4 de outubro, em turno único, com possibilidade de segundo turno em 25 de outubro caso nenhum candidato atinja maioria dos votos válidos.
A pesquisa da Paraná Pesquisas ouviu 1.500 eleitores gaúchos entre os dias 16 e 19 de julho, com registro na Justiça Eleitoral sob o número RS-09313/2026. Além do cenário para o governo do estado, o instituto também mediu a disputa por duas vagas ao Senado, hoje ocupadas por Paulo Paim, do PT, e Luis Carlos Heinze, do PP. Paim já anunciou que não buscará reeleição, enquanto Heinze segue elegível e deve tentar um novo mandato. Vale registrar que pesquisas anteriores, como a divulgada pelo Instituto Methodus no início do ano, mostraram cenário diferente, com o petista Edegar Pretto liderando a percepção de vitória entre os eleitores consultados, o que reforça o quanto a disputa ainda está em aberto e sujeita a mudanças até outubro.
O que a disputa revela sobre o humor do eleitor gaúcho
Um dado que chama atenção nos levantamentos recentes é o alto nível de indecisão registrado nas simulações espontâneas, quando os nomes dos candidatos não são apresentados diretamente ao entrevistado. Esse padrão indica baixa cristalização das preferências neste estágio da campanha, um cenário comum em eleições estaduais que ainda não entraram no calendário oficial de propaganda eleitoral. A avaliação da gestão de Eduardo Leite também aparece equilibrada nos números, com percentuais parecidos entre aprovação, avaliação regular e reprovação, o que sugere que o legado do atual governador não deve pesar de forma decisiva para nenhum lado da disputa.
Outro ponto observado pelos institutos é a oscilação de desempenho entre os pré-candidatos ao longo dos últimos meses. Zucco, por exemplo, chegou a recuar em pesquisas de novembro do ano passado antes de recuperar posição nos levantamentos mais recentes, enquanto Juliana Brizola seguiu trajetória parecida, com queda e leve recuperação no mesmo período. Esse movimento de vaivém reforça a leitura de que a disputa pelo governo gaúcho deve seguir instável nos próximos meses, com espaço para reviravoltas à medida que os partidos definirem palanques, coligações e estratégias de campanha para o segundo semestre do ano eleitoral.
Fontes: Gazeta do Povo, TNH1, Wikipédia, eleição estadual RS 2026

