Como aponta o Diretor Técnico Valderci Malagosini Machado, a guia e contenção lateral no intertravado definem se o pavimento vai se manter travado e legível, ou se vai perder alinhamento com o tempo. O piso intertravado não se sustenta sozinho: continue a leitura e veja que ele depende de confinamento para que as peças distribuam esforços e resistam a movimentos horizontais gerados pelo uso.
Confinamento do conjunto: Qual é o papel da contenção lateral no intertravado?
A contenção lateral no intertravado é o limite físico que impede o “espalhamento” das peças. Sem esse limite, o sistema perde rigidez gradualmente, pois cada microdeslocamento abre espaço para o seguinte. O intertravamento depende de pressão lateral entre unidades, e essa pressão existe porque há bordas firmes segurando o conjunto.
Como observa o Engenheiro Valderci Malagosini Machado, a estabilidade do piso é consequência da estabilidade da borda. Quando a guia ou o elemento de confinamento não mantém posição, as peças passam a trabalhar com folga, e a superfície deixa de responder como um corpo coeso.
Quando a contenção lateral no intertravado falha?
Entre os erros mais recorrentes está tratar a borda como “acabamento” e não como componente estrutural do pavimento. Quando a guia perde apoio, sofre deslocamento ou apresenta rigidez inferior ao restante do sistema, a borda se torna o ponto de maior deformação. Por conseguinte, o pavimento tende a abrir juntas a partir das extremidades, com propagação de desalinhamentos para áreas internas.
Também é comum surgir desnível próximo às laterais, porque a borda funciona como referência geométrica do painel. Como sugere o Engenheiro Valderci Malagosini Machado, esse quadro à deformação progressiva não é um colapso imediato, mas um movimento acumulado que se torna visível quando a solicitação se repete.
Juntas que abrem: Efeitos indiretos da guia e contenção lateral no intertravado
A guia e contenção lateral no intertravado influenciam o comportamento das juntas. Quando o confinamento se enfraquece, o material de rejuntamento perde capacidade de travamento, pois passa a operar com vazios mais frequentes e com maior movimentação relativa entre peças. Dessa forma, o pavimento começa a mostrar aberturas que facilitam entrada de finos, água e contaminantes, acelerando o desgaste estético e funcional.

Com juntas mais abertas, esforços horizontais deixam de ser distribuídos pelo conjunto e passam a concentrar deslocamentos em trilhas específicas. Como resultado, aparecem faixas com maior irregularidade, o que reduz conforto de circulação e aumenta a percepção de “piso solto”, mesmo quando as peças não apresentam ruptura.
Áreas de manobra e rampas: Por que a contenção lateral no intertravado é mais exigida?
A contenção lateral no intertravado é especialmente exigida em áreas onde o esforço horizontal é dominante. Estacionamentos, acessos de veículos e zonas de giro impõem forças laterais repetitivas que testam o travamento. Em rampas, existe ainda o componente contínuo de esforço ao longo do plano, favorecendo microdeslizamentos quando o confinamento não é robusto.
Sob o olhar do Engenheiro Valderci Malagosini Machado, esses trechos expõem um princípio do intertravado: o pavimento é tão estável quanto o seu confinamento nos pontos mais solicitados. Quando a borda não acompanha a rigidez necessária, a manutenção deixa de ser exceção para virar rotina.
Como a ausência de guia e a contenção lateral no intertravado encarece o ciclo de vida?
Quando a guia e contenção lateral no intertravado são instáveis, o custo aparece como recomposições sucessivas, perda de regularidade superficial e degradação da estética do espaço. Em última análise, o pavimento passa a exigir intervenções com maior frequência, afetando a operação do local.
Pode-se concluir que a contenção sustenta o intertravamento, preserva alinhamento e limita a evolução de deformações. Como reforça o Diretor Técnico Valderci Malagosini Machado, ao tratar a borda como parte estrutural do sistema, o intertravado mantém desempenho por mais tempo e reduz a pressão por correções.
Autor: Dana Fowler

